COMO É BELA A FEIÚRA!

FEIOS  (COMO É BELA A FEIÚRA!) escrito em sexta 30 maio 2008 16:10

Da esquerda para a direita:

Anônimo,

João sem-medo, duque de Borgonha,

primeiro quarto do sec XV,

Paris, Musée du Louvre.

 

Diego Velázquez,

Retrato de Felipe IV da Espanha,

1655, Madri, Museo del Prado

 

Escola Francesa,Coleção de Estado,

 Retrato de Luís XI,

Séc XVII

 

Luca Giordano

(atribuído),

Retrato de Carlos II da Espanha,

1692, Madr, Museo del Prado

 

Retrato de Henrique IV,

rei da França  e de Navarra,

Séc. XVII,

Versailles, Musée National du Château de Pau

 

Henri Lermann,

Retrato de Carlos VII, dito o Vitorioso, rei da França,

 Séc. XIX, Versailles, Châteaux de Versailles

 et de Trianon

 

 

Belos retratos de horríveis monarcas...

 

 

                  Há uma passagem de  Marx (Manuscritos econôicos-filosóficos de 1844) que recorda como a posse do dinheiro pode suprir a feiúra: " O dinheiro, na medida em que possui a propriedade de comprar tudo, de apropriar-se  de todos os objetos, é o objeto em sentido eminente... Logo, minha força será tão grande quanto maior for a força do meu dinheiro ... O que sou e posso não é portanto efetivamente determinado pela minha individualidade. Sou feio, mas posso comprar a mais bela entre as mulheres. Logo, nao sou feio, na medida em que o efeito da feiúra, seu poder desencorajador, é anulado pelo dinheiro. Sou, como indivíduo, manco, mas o dinheiro me dá vinte e quatro pernas: donde não sou manco... Meu dinheiro não transformma todas as minhas  deficiências em seu contráro?"

Tá certo que isso faz algum tempo.. 1844, pra ser exata, mas esta idéia de que o dinheiro anula a feiúra ainda é vigente!? marx AINDA tem razão?!

Tá certo que a mulher antigamente precisava do homem, nao existia divórcio, nao existia independencia feminina, hj é diferente a mulher trabalha, é algumas vezes mais bem sucedida que o homem, mas há ainda aquela  que como parasita se enconsta no rico-horroroso bom de coração, muitas vezes ingÊnuo, muitas vezes gual a ela que tb como ela, vive para mostrar para a sociedade suas aparências mesmo que forjadas...

 isto é cultural? 

é imoral?

é natural?

 

O juízo de valor é inevitável!

   

 

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DEPOIS QUE EU ME FOR  (COMO É BELA A FEIÚRA!) escrito em terça 27 maio 2008 22:10

Mestre do Reno superior,

 Os amantes desescarnados,

a Morte e a luxúria,

 séc. XVI, Musée de strasbourg

 

 

 

 

  Depois que eu me for

William Shakespeare

Sonetos,71(1609)

Quando eu morrer nao chores por mim

Do que hás de ouvir trsite sino a dobrar

Dizendo ao mundo que eu fugi em fim

Do mundo vil para com os vermes morar.

E nem relembres, se estes versos leres,

A mão que os escreveu, pois te amo tanto

Que prefiro ver de mim te esqueceres

Do que o lembrar-me te levar ao pranto,

Se leres estas linhas, eu proclamo,

Quando eu, talvez, ao pó tenha voltado,

Nem tentes relembrar como me chamo:

Que fique o amor, como a vida, acabado.

Para que o sábio, olhando a tua dor,

Do amor nao ria, depois que eu me for.

 

 

dedicado à bruna de quem com a feiúra nao tem nada a ver. sorria!!!

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A idéia de feiúra  (COMO É BELA A FEIÚRA!) escrito em terça 27 maio 2008 19:10

Pablo Picasso,

Mulher que chora,

1937,

Londres, Tate Gallery  

 

 

   Ao longo dos séculos, filósofos e artistas sempre elaboraram definições do belo; graças a esses testemunhos é possível portanto, reconstruir uma história das idéias estéticas através dos tempos. já com o feio, foi diferente.

     Na maioria das vezes, o feio era defenido em oposição ao belo e quase ao se encontram tratados mais extensos consagrados ao tema, mas apenas menções parentéticas e marginais.   Então a história da feiúra terá de prcurar seus próprios documentos  nas representações visuais de coisas ou pessoas percebida de alguma forma "feias".

     Se um viajante vindo do espaço entrasse numa galeria de arte conteporânea e visse os rostos femininos pintados por Picasso, e ouvisse que os visitantes os consideram belos, poderia ter a impressão equivocada de que, na realidade cotidiana, os homens do nosso tempo consideram belas e desejáveis as criaturas femininas cujos rostos sao semelhantes àqueles representados pelo pintor. Contudo, o viajante espacial, teria sua opinião corrigida se visitasse um desfile de modas, nao aqueles em que as modelos parecem que passaram uma semana se alimentando de luz, e mais parecem uma criação de giacometti do que um ser humano, mas um concurso de miss por exemplo, nos quais veria celebrado outros modelos de beleza....

A referência do que seja belo e feio está antes de tudo, dentro de cada um... este belo que me refiro agora é subjetivo, não tão literal quanto a beleza atrativa ou a feiúra explícita das representações artísticas de picasso ou a magreza das esculturas de giacometti, mas idéia que se tem de belo referida no começo do texto quando os alienígenas chegam a galeria e ouvem visitantes dizerem que "mulher que chora" de picasso é lindo...

esta beleza acredito já está dentro de cada um enraizada, é o que nos diferencia em relação aos gostose preferências.

há quem ache a nona sinfonia de beethovem linda e há quem ache um saco, dá sono e por aí vai...

 

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HISTÓRIA DA FEIÚRA  (COMO É BELA A FEIÚRA!) escrito em terça 27 maio 2008 18:36

Aparentemente a beleza e a feiúra sao conceitos com compilações mútuas, e, em geral, entende-se a feiúra como o oposto da beleza, tanto que bastaria definir a primeira, para saber o que seria a outra. No entanto, as várias manifestações do feio através dos séculos sao mais ricas e imprevisíveis do que se pensa habitualmente.

indico este livro e farei uma série de artigos sobre a feiúra na arte!

bjos a todos!

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