JUST ART!

TRAVIS LOUIE  (JUST ART!) escrito em terça 22 julho 2008 02:58

ele nasceu no Queens em Nova York e passou sua infância toda fazendo desenhos e assistindo  "Atomic  Age", "Sci-Fi Horror" e muitos filmes.
Passava seus sábados visitando uma loja de quadrinhos e uma sessão matinê de cinema na RKO Keith. Quando adulto, entrou no "Pratt Institute no Brooklyn" em Nova York, e se formou em Comunicação e Design, porém sua carreira como freelancer em ilustração não foi tão gratificante.

Finalmente após essa fase, Travis
criou um conjunto de pinturas e começou a expor em uma galeria de arte, para sua sorte, seu trabalho foi muito bem aceito por todos. O estilo visual de seu trabalho em grande parte é influenciado pela atmosfera de iluminação do expressionismo alemão além é claro de filmes que ele sempre assistia quando criança.

Travis conseguiu criar um universo formado por seres míticos e elegantes, seus personagens parecem ter seus retratos formais tomados para marcar a sua existência e seu lugar na sociedade. Para conseguir atingir o dramático "humor" que possui suas pinturas, Travis utiliza apenas tinta acrílica preta, branca e as vezes tendências para cores antigas como ocre e  âmbar.

bem bizarro e elegante né? me lembrei de um artigo que vi algum tempo atras, uma rtigo um pouco estranho (heheh) falando de pintores que pactuaram com o demo... uiii... esse cara ai tem umas feiçoes bizarras e sombrias...

ui...

mas sabe como o achei? procurando no google travis, a banda hehhehe... sabe o que é né.. nao tenho o que fazer..

beijos a todos!

 


 

http://www.travislouie.artroof.com/

 

 

 

 

permalink

Nu de Walter Sickert  (JUST ART!) escrito em terça 24 junho 2008 14:25

© Walter R. Sickert/DACS 2007
 


Walter Sickert: um dos principais pintores modernistas britânicos. O quadro Le Lit de Fer (A Cama de Ferro, em tradução livre), de 1905, foi um de seus primeiros nus exibidos em público.

© Walter R. Sickert/DACS 2007
 
Depois de uma temporada na França, em que ficou amigo de artistas como Degas, Sickert voltou a Londres e passou a trabalhar em pensões baratas no bairro de Camden Town em Londres. Na foto, 'The Iron Bedstead', 1906, um de seus nus mais ousados.

 

 

© Walter R. Sickert/DACS 2007
 


 

 

permalink

Jack, o estripador: Walter Sickert  (JUST ART!) escrito em terça 24 junho 2008 13:58

                  Em 1888, um assassino aterrorizou Londres. Matou cinco prostitutas e retalhou seus corpos, retirando vísceras, úteros, genitais e membros. Ele ficou conhecido como Jack, o Estripador, e nunca foi apanhado. Ficou tão famoso no mundo todo que até hoje se usa uma piada inspirada nos seus crimes: "Como diria Jack, o Estripador, vamos por partes..."

Dezenas de ingleses vitorianos acabaram sendo acusado pelos crimes, entre eles um membro da realeza, um barbeiro, um médico, uma mulher, e um artista plástico e ex-ator Walter Sickert. Pintor de sucesso, Sickert produziu, vinte anos depois dos assassinatos, uma série de quadros chocantes que retratavam prostitutas nuas mortas ao lado de clientes vestidos. Mas dessa vez, Patricia Cornwell, uma das mais bem sucedidas escritoras de romance policial nao nos oferece uma ficção e sim uma pesquisa em torno do que foi por muitos anos um dos crimes mais misteriosos da inglaterra.

Interessante foi desvendar os segredos sombrios da mente do corpo e da arte de Sickert: um serial killer em formação!

este livro eu li a primeira vez em 2003, o que me deslumbrou, porém fiquei um pouco assustada, mas foi o ponta-pé inicial para eu escolher o curso que hj estou quase terminando: Direito.

A escritora utilizou DNA para provar que Jack, o estripador, assassino que aterrorizou Londres em 1888, foi um famoso pintor alemão, Walter Sickert.
   

Patricia Cornwell, de 47 anos, "mãe" de uma personagem detetive-legista, Kay Scarpetta, e criadora do Instituto de Ciência e Medicina Forense da Virgínia (EUA), resolveu investigar aquela série de crimes, 114 anos depois. O resultado é um livro-bomba: Retrato de Um Assassino - Jack O Estripador - Caso Encerrado

No livro, Patricia incrimina um famoso pintor impressionista alemão, Walter Sickert, e afirma categoricamente que ele foi o assassino. Suas principais evidências:

1) um teste de DNA mitocondrial numa carta enviada por Sickert continha o mesmo DNA das cartas que o assassino enviava à polícia;

2) o assassino demonstrava domínio de técnicas de pintura ao escrever cartas com pincel, e uma vez traiu-se, usando o mesmo pseudônimo de Sickert como ator, Mr. Nobody (Sr. Ninguém);

3) Walter Sickert desenhava no livro de hóspedes na Pensão Lizard, onde vivia na Cornualha, e os desenhos batem com os que Jack fazia em suas cartas;

4) As iniciais que Sickert usava em sua correspondência eram grafadas muitas vezes de forma idêntica às de Jack.



ENTREVISTA:



A sra. sabe que arruinou a reputação de um artista renomado, Walter Sickert. Como a família dele reagiu?



Não tive problemas jurídicos, mas a reação foi muito negativa. A família se recusou a colaborar, impediu a publicação de pinturas, retratos e cartas. De certa forma, é compreensível. Ninguém gosta de ter um parente, de um dia para o outro, apontado como um serial killer. Mas eu não arruinei a reputação de Sickert. Foi ele mesmo quem a arruinou, quando decidiu matar aquelas mulheres. Eu não acusei ninguém, apenas demonstrei que ele era o assassino.

Jack, o Estripador, é hoje um personagem tão famoso quanto Drácula ou Dr. Jekyll. Por que a sra. acha que ele exerce tanto fascínio ainda hoje?



É verdade. Acontece que Walter Sickert começou tentando ser um ator. Ele criou essa abordagem teatral de maneira muito cuidadosa, por meio de cartas escritas para jornais e para a polícia, e na forma de tratar a cena do crime. Ele criou o mito como se criasse um personagem teatral, operístico. Há também o fato de que os crimes foram realmente chocantes, assassinatos bárbaros. Jack se orgulhava dos seus crimes, demonstrava grande prazer e excitação em cometê-los, e a opinião pública pareceu entender isso.

O corpo de Walter Sickert foi cremado. Como se poderia dizer com precisão que um teste de DNA seria suficiente para incriminá-lo?



O teste de DNA foi apenas um dos elementos usados para se chegar à conclusão. Há diversas outras conexões e a principal delas é a análise de datas, do material escrito, suas pinturas, os testes grafológicos e também um sistema de exclusão de possibilidades. Um pouco de cabelo de alguém da família poderia ter ajudado, mas há diversas maneiras de se chegar à conclusão. Se não houvessem as cartas, eu acharia outra maneira.

O ano-chave dos assassinatos foi 1888. Por que naquele ano?



Jack continuou a matar. Essa gente não pára. Muitas outras prostitutas foram mortas em circunstâncias semelhantes naquela época, mas era um tempo de muita pobreza e havia milhares delas. Muitas não tinham famílias, ninguém as reclamava, ninguém denunciava o seu desaparecimento. Eu pesquisei dezenas de casos.

A sra. também se debruçou sobre as pinturas de Jack. O que acha dele como pintor?



Ele é um artista brilhante. É muito respeitado por seus contemporâneos e pela crítica. Mas eu jamais penduraria um quadro dele na minha parede. Seu trabalho é sombrio, violento, mórbido. Parte de sua atração é essa morbidez mas não funciona comigo. Há um quadro dele extremamente perturbador, que mostra um buraco negro numa parede. São belas pinturas, mas perturbam.

O escritor inglês Alan Moore escreveu Do Inferno, livro no qual defende a tese de que Jack foi William Gull, o médico da família real. O que a sra. achou dessa tese?



É apenas uma teoria, do tipo conspiratória. Todas as versões são teorias, porque nenhuma delas partiu de uma investigação séria. Não havia evidências físicas. E aquela história de ele (o médico William Gull) andar por Whitechapel visto, haveria testemunhas. Era um homem velho, tinha muitos numa carruagem, aquilo é extremamente inverossímil. Teria sido afazeres como médico. Não é crível. Sickert, além de tudo, era um homem jovem, tinha 28 anos naquela época, e era um nadador, fazia cultura física. Dominava as mulheres com facilidade. Mas eu não fui atrás de teorias, fui atrás de evidências. Jack escreveu cartas, a maioria delas cheias de orgulho, descuidadas. Queria provar que tinha matado, queria mostrar seus feitos.

permalink

O FAVORITO:  (JUST ART!) escrito em quarta 18 junho 2008 14:50

"No quadro em que trabalho, e que chamarei Guernica, exprimo claramente meu horror pela casta militar que fez a Espanha mergulhar num oceano de dor e de morte".

 

 

                              Não é fácil escolher o favorito dentre milhares de gênios...na verdade não se escolhe. A apreciação e  admiração ocorre natralmente, é um processo despercebido...  nos pegamos pesquisando a obra e a vida de um determinado artista, e quando menos esperamos estamos lendo tudo a seu respeito e praticamente fazendo um levantamento de tudo o que ele fez. Este é o meu caso com picasso, que desde pequena me identifico com suas obras.. não é a toa e tb nao sou única... ontem passou na TNT um filme com anthony hopkins - Os amores de Picasso..  eu nao assisti embora já o tenha assisido a muito tempo atras, do que nao me adianta de nada, pq nao tinha a curiosidade e a sensibilidade para os detalhes que tenho hj, o olhar mudou! fiquei triste qd lembrei atrasado, o filme já tinha terminado, mas passará novamente... para meu consolo, abri um livro, uma biografia que tem ao início frases de Picasso... e me recordo que foi assim que minha curiosidade sobre ele despertou, a partir de uma frase. uma única frase que colocarei no contexto:

 

''O que você acredita que é um artista? Um imbecil que só tem olhos se for pintor, ouvidos se for músico, ou uma lira em todos os andares do coração se for poeta? Muito pelo contrário, ele é ao mesmo tempo um ser estético, constantemente em alerta diante dos dilacerantes, ardentes ou doces acontecimentos do mundo, refletindo-os na forma como realiza sua obra. Como seria possível desinteressar-se dos outros homens? Graças a qual indolência, dissociar-se de uma vida que eles lhe trazem de modo tão abundante? Não, a pintura não é feita para decorar apartamentos. É um instrumento de guerra ofensivo e defensivo contra o inimigo.''

As vezes me arrepio lendo estas palavras! e imagino um Picasso polêmico, genial, ácido e acima de tudo político. Usando sua arte como instrumento de defesa e ataque... "a arte como instrumento"...

 

 

''Eu não pinto a guerra, por que não sou o tipo de pintor que, como um fotógrafo, vai à cata de um tema. Mas não há dúvida de que a guerra existe nos meus quadros.''

 

 

permalink

O SURREALISMO  (JUST ART!) escrito em quarta 04 junho 2008 15:11

 

Salvador Dalí,

Construção mole com feijões cozidos.

 Premonição da guerra civil, 1936.

Philadelphia museum of art

 

       O SURREALISMO

  André Breton

    Manifesto do Surrealismo (1924)

                 Surrealismo, s.m.: Automatismo psíquico puro por meio do qual nos propomos a exprimir, seja verbalmente,s seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento. Ditado pelo pensamento, na ausência de qualquer controle exercido pela razão, fora de qualquer preocupação estética ou moral. (...)

                 O surrealismo repousa na crença na realidade superior de certas formas de associações negligenciadas  até o presente, na onipotência do sonho, no jogo  desinteressado do pensamento . ele tende a aniquilar definitivamente todos os outros mecanismos psíquicos e a substituí-los na resolução dos principais problemas da vida(...)

                 Mande trazer o que for necessário para escrever, depois de acomodar-se no lugar que lhe parece mais favorável à concentração do seu espírito em si mesmo. Coloque-se no estado mais passivo receptivo, que puder (...) escreva rapidamente, sem um tema preestabelecido, tão rápido que não possa refrear-se e que não tenha a tentação de reler. A primeira frase virá sozinha. E eis que surgem personagens de maneiras um pouco disparadas (...) assim, munidos de um pequeno numero  de características físicas e morais, esses seres, que na realidade lhe devem  tão pouco, não se afastarão mais de uma certa linha de conduta, da qual você não deve se ocupar.

Resultará daí um enredo mais ou menos elaborado na aparência, capaz de justificar ponto por ponto um final comovente ou tranqüilizante, com o qual não deve se importar.

 

CONTRA O SURREALISMO

 Hans Sedlmayr

    Perda do centro, V  (1948)

                           O surrealismo jogou fora as mascaras. Ultraja abertamente deus e o homem, os mortos e os vivos, a beleza e a moral, a estrutura e  a forma, a razão e a arte: “ a arte é uma bobagem”(...) acredita possuir um ponto de vista “com base no qual vida e morte realidade e imaginação comunicabilidade e incomunicabilidade, ‘sobre’ e ‘sob’ não devem mais ser percebidos como opostos e contraditórios”.  Essa definição aparentemente científica, nada mais é que a definição do caos. Nem mesmo o surrealismo nega tal coisa; reconhece abertamente, aliás que busca a “sistematização da confusão”(S. Dali) e a desorganização. “ não existe uma ordem revolucionária, existe apenas desordem e loucura”. Anuncia com satisfação que “um novo vício acabou de nascer e com ele se oferece ao homem uma outra ilusão: o surrealismo, o filho do frenesi e da obscuridade” (Aragon).(...) o surgimento das suas vanguardas é o sinal  potente que serve para indicar a marcha, já avançada, das forças irracionais, ou melhor, subracionais. Quem lhes abre as portas são nossos conteporâneos ingênuos (ou complicados) quem vêem no mal compreendido nome de surrealismo – que na realidade é sub-realismo- as promessas de serem elevados acima da vida banal de todo dia(...) não se deve  considerar tal fenômeno como uma bagatela(...) o surrealismo é, em substância, o último temeroso  passo para o esfacelamento  já experimentado por Nietzsche quando, em 1881, escreveu o seu fragmento “O homem louco”: “ Não marchamos talvez para o precipício? Para trás, de lado, adiante, de todos os lados? Ainda existem o ‘sobre’ e o ’sob’? não estaríamos, talvez, vagando através de um nada infinito? Não sentimos no rosto o hálito do frio espaço? Por acaso ele naose fez ainda mais frio?”

permalink