RENOIR  (ANÁLISE DE OBRAS PRIMAS) escrito em sábado 31 maio 2008 17:18

Mademoiselle Romaine Lacaux, 1864

81x65

Museu de Arte Cleveland (Doação do fundo Hanna)

 

Este retrato encantador, pintado quando o artista tinha apenas vinte e três anos, talvez seja o mais antigo quadro assinado e datado de Renoir que chegou a té nós, Sabemos pouco sobresuas primeiras obras; em satisfação, pelo que se diz, ele destruiu a maior parte do que pintara entre 1862 e 1863.

Renoir visitou o paraíso dos artistas na época, a aldeia de Barbizon, e ali a família da menina em férias, encarregou-o de fazer seu retrato. Já nesse tempo, podemos encontrar as caraterísticasque dariam a Renoir um lugar de destaque entre os maiores pintores de todos os tempos. A tela transmite de maneira espantosa a energiaalerta da modelo. Pode-se sentir o amor intenso do artista por pessoas, sua impressionante facilidade para captar o caráter individual e seu gênio para dotar uma tela om espírito da feminilidade juvenil. O aprendizado de Renoir na pintura deporcelana é lembrado na cor lustrosa e nos rosas delicados de porcelana no rosto e nas mãos.

Como muitos artistas franceses anteriores, Renoir procura a graça decorativa do tema: mostra-se encantado com as curvas alegres do bipe, o que e torna um tema, variado nos contornos dos cabelos, blusa e saia. O enriquecimento decorativo levou a um tratamento quase indescente do fundo à direita; e também à brilhante invenção das mãos que repousam sobre um punhado de flores. A través de paisagens de um mariz quente e luminoso na blusa, Renoir leva os olhos para cima, té a cabeça; os vermelhos so fundo florido, dos brincos e dos lábios tornam a nos levar para baixo, até o tema vermelhor principal das flores.

Graças a artifícios de organização como esses, Renoir proporciona ao quadro sua linda harmonia pictórica; mas a beleza suprema provém da emanação do próprio espírito da infância!

 

 

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FEIOS  (COMO É BELA A FEIÚRA!) escrito em sexta 30 maio 2008 16:10

Da esquerda para a direita:

Anônimo,

João sem-medo, duque de Borgonha,

primeiro quarto do sec XV,

Paris, Musée du Louvre.

 

Diego Velázquez,

Retrato de Felipe IV da Espanha,

1655, Madri, Museo del Prado

 

Escola Francesa,Coleção de Estado,

 Retrato de Luís XI,

Séc XVII

 

Luca Giordano

(atribuído),

Retrato de Carlos II da Espanha,

1692, Madr, Museo del Prado

 

Retrato de Henrique IV,

rei da França  e de Navarra,

Séc. XVII,

Versailles, Musée National du Château de Pau

 

Henri Lermann,

Retrato de Carlos VII, dito o Vitorioso, rei da França,

 Séc. XIX, Versailles, Châteaux de Versailles

 et de Trianon

 

 

Belos retratos de horríveis monarcas...

 

 

                  Há uma passagem de  Marx (Manuscritos econôicos-filosóficos de 1844) que recorda como a posse do dinheiro pode suprir a feiúra: " O dinheiro, na medida em que possui a propriedade de comprar tudo, de apropriar-se  de todos os objetos, é o objeto em sentido eminente... Logo, minha força será tão grande quanto maior for a força do meu dinheiro ... O que sou e posso não é portanto efetivamente determinado pela minha individualidade. Sou feio, mas posso comprar a mais bela entre as mulheres. Logo, nao sou feio, na medida em que o efeito da feiúra, seu poder desencorajador, é anulado pelo dinheiro. Sou, como indivíduo, manco, mas o dinheiro me dá vinte e quatro pernas: donde não sou manco... Meu dinheiro não transformma todas as minhas  deficiências em seu contráro?"

Tá certo que isso faz algum tempo.. 1844, pra ser exata, mas esta idéia de que o dinheiro anula a feiúra ainda é vigente!? marx AINDA tem razão?!

Tá certo que a mulher antigamente precisava do homem, nao existia divórcio, nao existia independencia feminina, hj é diferente a mulher trabalha, é algumas vezes mais bem sucedida que o homem, mas há ainda aquela  que como parasita se enconsta no rico-horroroso bom de coração, muitas vezes ingÊnuo, muitas vezes gual a ela que tb como ela, vive para mostrar para a sociedade suas aparências mesmo que forjadas...

 isto é cultural? 

é imoral?

é natural?

 

O juízo de valor é inevitável!

   

 

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UM ESTRANHO QUARTETO  (ANÁLISE DE OBRAS PRIMAS) escrito em quinta 29 maio 2008 02:11

Hans Baldung: As Três Idades da Vida e a Morte,1510

 

     Por volta de 1510, o pinto Hans Baldung, conhecido por Grien, termina um quadro enigmático cujo tema é ainda hoje ambíguo: será a jovem mulher mergulhada na contemplação da sua própria beleza, uma deusa,  uma alegoria da vaidade ou uma prostituta? O significado das outras figuras é igualmente incerto. Uma coisa é verdade, nesta  obra do Renascimento naão se vinslumbra qualquer evocação ao tema da Redenção Cristã que dominara tantos quadros da Idade Média. Este quadro de Baldung com 48cmX33cm está no Kunsthistorisches Museum de Viena. No catlogo do museu de 1896, pode-se ler que a velha simboliza o vício, a jovem a vaidade e a criança o amor.

     Nao é facil saber se a criança aos pés da mulher é um garoto ou uma garota, o cavalo de pau aos pés, reforça a impressão de que é um garoto, no entanto se o quadro quer representar as tres idades da vida, nao é logico que seja um garoto..O cavalo de pau nao estava no quadro por acaso , viam nele uma ligação com as fases da vida tal como apareciam numa fábula de Esopo. O poeta grego atribui a cada um animal diferente: um cão, um boi, um cavavo. O cão simboliza a velhice, pois é agressivo e so é amável com aqueles o que o alimenta; O boi, corresponde ao meio da vida, pois trabalha de maneira regular e alimentava os novos e os velhos; o cavalo encarna a juventude pois é, pelo menos nesta fábula, um ser exuberante e incontrolável. 

     A mulher jovem, consegue se destacar por causa do tom da pele mais claro e a posição: a jovem esta mais pra frente e seu corpo quase nao é coberto pelo véu  Aí está a super valoração da beleza e juventude, o contrário se tinha com as mulheres velhas que nesta época eram representantes de avareza e feiúra.

     A jovem mulher aparece perdida na contemplação de sua própria beleza e e segurando com uma das mão um espelho. A mulher velha, representa a tentação, ela sustenta o espelho com uma das mãos e afasta a morte com a outra. Nesta interpretação a morte também tem lugar: quem rerpresenta a vaidade da beleza  pensa também na sua fragilidade.A morte recorda à mulher jovem que a beleza e a vida tem fim, segurando a ampulheta. a esperança de vida era de 30 anos a morte esta recordando à jovem mulher que a vida acaba.

    Na metade esquerda do quadro o pintor comprime tres figuras e a morte está na outra medade, falta equilíbrio e proporção, em contrapartida o quadro possui movimento: na velha que vai com passo enérgico ao encontro da morte ou ainda o véu que começa na criança, enrola-se na mulher jovem e é agarrado pela morte, antes de se perder ondulante na metade direita do quadro.

     Sengundo especialista, este véu indica qua a jovem mulher e uma prostituta, pq em cidades com o Estrasburgo, as postitutas tinham que usar véu, mas nesta época, a Virgem, VÊnus e Eva eram pintadas com véu, o que leva a crer que quando vissem este quadro, nao pensassem que ela é uma prostituta. contudo, o véu tem  importância: por um lado era um meio prático de esconder a zona púbica, por outro lado, seria um elo entre a criança a mulher e a morte. a velha nao fica de fora do elo, pois ela o completa segurando o espelho e a morte.

Todas as personagens estao ligadas entre si. o espectador que se concentra neste ciclo pode associá-lo a uma dança, muitas vezes se dançava segurando as estremidades de lenços.

    Pensava-se imediatamente nas danças macabras  tao largamente difundidas na época e que podiam ver-se nos muros dos cemitérios  e nas paredes das igrejas. essas representações mostravam quase sempre esqueletos que ao soom de música conduziam para o além do camponÊs ao imperador e o papa. Face à morte essas imagens ensinavam que todas as diferenças terrenas são abolidas e apenas a palavra de Deus conta. Mistura-se tambéma um pouco de crença popular em fantasmas típica da época. Não era necessariamente a morte que vinha buscar as pessoas, mas um "mal-morto", uma alma sem repouso. Não um esqueleto, mas um cadáver ressequido extamanete como este no quadro, com unhas a crescer e a pele como a de uma casca de árvore.

Todas as interpretações tem algo em comum, embora muito vagas, mas não contem nenhuma referência à redenção cristâ e ao Deus Todo Poderoso que tantos quadros confirmaram eglorificaram durante a Idade Média.

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RON MUECK  (JUST ART!) escrito em quarta 28 maio 2008 03:25

Ron Mueck  é um escultor australiano, hiperrealista...

 

Este escultor utiliza efeitos especiais cinematográficos para criar obras de arte. São incrivelmente realistas e se não fosse o tamanho de suas esculturas certamente seriam fáceis de serem confundidas com pessoas...

se destaca nas as expressões profundas e perdidas, retratando humilhação, vergonhaa, arrependimento, solidão...

é simplesmente genial.

 

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DEPOIS QUE EU ME FOR  (COMO É BELA A FEIÚRA!) escrito em terça 27 maio 2008 22:10

Mestre do Reno superior,

 Os amantes desescarnados,

a Morte e a luxúria,

 séc. XVI, Musée de strasbourg

 

 

 

 

  Depois que eu me for

William Shakespeare

Sonetos,71(1609)

Quando eu morrer nao chores por mim

Do que hás de ouvir trsite sino a dobrar

Dizendo ao mundo que eu fugi em fim

Do mundo vil para com os vermes morar.

E nem relembres, se estes versos leres,

A mão que os escreveu, pois te amo tanto

Que prefiro ver de mim te esqueceres

Do que o lembrar-me te levar ao pranto,

Se leres estas linhas, eu proclamo,

Quando eu, talvez, ao pó tenha voltado,

Nem tentes relembrar como me chamo:

Que fique o amor, como a vida, acabado.

Para que o sábio, olhando a tua dor,

Do amor nao ria, depois que eu me for.

 

 

dedicado à bruna de quem com a feiúra nao tem nada a ver. sorria!!!

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