Hans Baldung: As
Três Idades da Vida e a Morte,1510
Por volta
de 1510, o pinto Hans Baldung, conhecido por Grien, termina um
quadro enigmático cujo tema é ainda hoje
ambíguo: será a jovem mulher mergulhada na
contemplação da sua própria beleza, uma
deusa, uma alegoria da vaidade ou uma prostituta? O
significado das outras figuras é igualmente incerto. Uma
coisa é verdade, nesta obra do Renascimento
naão se vinslumbra qualquer evocação ao tema
da Redenção Cristã que dominara tantos quadros
da Idade Média. Este quadro de Baldung com 48cmX33cm
está no Kunsthistorisches Museum de Viena. No catlogo do
museu de 1896, pode-se ler que a velha simboliza o vício, a
jovem a vaidade e a criança o amor.
Nao
é facil saber se a criança aos pés da mulher
é um garoto ou uma garota, o cavalo de pau aos pés,
reforça a impressão de que é um garoto, no
entanto se o quadro quer representar as tres idades da vida, nao
é logico que seja um garoto..O cavalo de pau nao estava no
quadro por acaso , viam nele uma ligação com as fases
da vida tal como apareciam numa fábula de Esopo. O poeta
grego atribui a cada um animal diferente: um cão, um boi, um
cavavo. O cão simboliza a velhice, pois é agressivo e
so é amável com aqueles o que o alimenta; O boi,
corresponde ao meio da vida, pois trabalha de maneira regular e
alimentava os novos e os velhos; o cavalo encarna a juventude
pois é, pelo menos nesta fábula, um ser
exuberante e incontrolável.
A mulher
jovem, consegue se destacar por causa do tom da pele mais
claro e a posição: a jovem esta mais pra frente e seu
corpo quase nao é coberto pelo véu Aí
está a super valoração da beleza e juventude,
o contrário se tinha com as mulheres velhas que nesta
época eram representantes de avareza e feiúra.
A jovem
mulher aparece perdida na contemplação de sua
própria beleza e e segurando com uma das mão um
espelho. A mulher velha, representa a tentação, ela
sustenta o espelho com uma das mãos e afasta a morte com a
outra. Nesta interpretação a morte também tem
lugar: quem rerpresenta a vaidade da beleza pensa
também na sua fragilidade.A morte recorda à mulher
jovem que a beleza e a vida tem fim, segurando a ampulheta. a
esperança de vida era de 30 anos a morte esta recordando
à jovem mulher que a vida acaba.
Na metade
esquerda do quadro o pintor comprime tres figuras e a morte
está na outra medade, falta equilíbrio e
proporção, em contrapartida o quadro possui
movimento: na velha que vai com passo enérgico ao encontro
da morte ou ainda o véu que começa na criança,
enrola-se na mulher jovem e é agarrado pela morte, antes de
se perder ondulante na metade direita do quadro.
Sengundo
especialista, este véu indica qua a jovem mulher e uma
prostituta, pq em cidades com o Estrasburgo, as postitutas tinham
que usar véu, mas nesta época, a Virgem, VÊnus
e Eva eram pintadas com véu, o que leva a crer que quando
vissem este quadro, nao pensassem que ela é uma prostituta.
contudo, o véu tem importância: por um lado era
um meio prático de esconder a zona púbica, por outro
lado, seria um elo entre a criança a mulher e a morte. a
velha nao fica de fora do elo, pois ela o completa segurando o
espelho e a morte.
Todas as personagens estao ligadas
entre si. o espectador que se concentra neste ciclo pode
associá-lo a uma dança, muitas vezes se
dançava segurando as estremidades de lenços.
Pensava-se
imediatamente nas danças macabras tao largamente
difundidas na época e que podiam ver-se nos muros dos
cemitérios e nas paredes das igrejas. essas
representações mostravam quase sempre esqueletos que
ao soom de música conduziam para o além do
camponÊs ao imperador e o papa. Face à morte essas
imagens ensinavam que todas as diferenças terrenas
são abolidas e apenas a palavra de Deus conta. Mistura-se
tambéma um pouco de crença popular em fantasmas
típica da época. Não era necessariamente a
morte que vinha buscar as pessoas, mas um "mal-morto", uma alma sem
repouso. Não um esqueleto, mas um cadáver ressequido
extamanete como este no quadro, com unhas a crescer e a pele como a
de uma casca de árvore.
Todas as
interpretações tem algo em comum, embora muito vagas,
mas não contem nenhuma referência à
redenção cristâ e ao Deus Todo Poderoso que
tantos quadros confirmaram eglorificaram durante a Idade
Média.