"No quadro em que trabalho, e que chamarei Guernica, exprimo claramente meu horror pela casta militar que fez a Espanha mergulhar num oceano de dor e de morte".
Não é fácil escolher o favorito dentre milhares de gênios...na verdade não se escolhe. A apreciação e admiração ocorre natralmente, é um processo despercebido... nos pegamos pesquisando a obra e a vida de um determinado artista, e quando menos esperamos estamos lendo tudo a seu respeito e praticamente fazendo um levantamento de tudo o que ele fez. Este é o meu caso com picasso, que desde pequena me identifico com suas obras.. não é a toa e tb nao sou única... ontem passou na TNT um filme com anthony hopkins - Os amores de Picasso.. eu nao assisti embora já o tenha assisido a muito tempo atras, do que nao me adianta de nada, pq nao tinha a curiosidade e a sensibilidade para os detalhes que tenho hj, o olhar mudou! fiquei triste qd lembrei atrasado, o filme já tinha terminado, mas passará novamente... para meu consolo, abri um livro, uma biografia que tem ao início frases de Picasso... e me recordo que foi assim que minha curiosidade sobre ele despertou, a partir de uma frase. uma única frase que colocarei no contexto:
''O que você acredita que é um artista? Um imbecil que só tem olhos se for pintor, ouvidos se for músico, ou uma lira em todos os andares do coração se for poeta? Muito pelo contrário, ele é ao mesmo tempo um ser estético, constantemente em alerta diante dos dilacerantes, ardentes ou doces acontecimentos do mundo, refletindo-os na forma como realiza sua obra. Como seria possível desinteressar-se dos outros homens? Graças a qual indolência, dissociar-se de uma vida que eles lhe trazem de modo tão abundante? Não, a pintura não é feita para decorar apartamentos. É um instrumento de guerra ofensivo e defensivo contra o inimigo.''
As vezes me arrepio lendo estas palavras! e imagino um Picasso polêmico, genial, ácido e acima de tudo político. Usando sua arte como instrumento de defesa e ataque... "a arte como instrumento"...
''Eu não pinto a guerra, por que não sou o tipo de pintor que, como um fotógrafo, vai à cata de um tema. Mas não há dúvida de que a guerra existe nos meus quadros.''
simples e legal.. encaixa na categoria dos feios né...
mas como fui eu.. deixa na categoria "fui eu..."


